quarta-feira, 5 de março de 2014

Carnaval

Deve ser chato fazer anos no dia de Carnaval. Imagino que seja. Chato e triste. E estranho. Já imaginaram como terá sido o dia do vosso nascimento? Uma rameira disfarçada de enfermeira, só porque é carnaval e toda gente que tem um pipi acha giro mascarar-se de enfermeira na expectativa que alguém ache isso sexy. Um conselho, nem sempre é. Um médico disfarçado de Mickey, porque quando a criatividade é pouca há que optar pelo caminho mais fácil. Quem não tem cão caça com rato. E a vossa mãe, já imaginaram? Só porque não teve tempo para se mascarar fizeram-lhe umas sardas e está a andar. E vocês, como quem não quer a coisa acabaram por nascer no meio de um baile de máscaras.


Se és rapaz mal sabias que era de matrafona que te irias disfarçar para o resto da vida simplesmente porque quando chega o Carnaval o teu líbido hiberna e tu achas giro vestir de mulher e ir para rua ludibriar quem sai a rua a procura de uma queca fácil que não seja com um travesti low-cost, porque no dia seguinte deixará de o ser. Mas se por acaso és rapariga entre outras certezas sabes que há uma que irá prevalecer sempre, nunca te vais mascarar de vaca. Para não dar cana. 

Feliz aniversário!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Óscar

A Ellen agora está de branco. Uma cor natural para uma mulher que não costuma ter o período.

Óscar

Os Óscares são transmitidos em África só por causa da Angelina Jolie. É como quando nos PALOP transmitem os Europeus só por causa de Portugal.

Óscar part coiso

Um órfão se ganha um óscar fica sem mais de metade do discurso de vitória.

Óscar part IIII

O Facebook neste momento parece o casamento dos meus pais. Previsível e aborrecido.

Óscar part III

A Sida, como sempre, não vai dar hipótese. Nem nos Óscares, nem no Carnaval do Rio.

Óscar part II

Os pretos que a Angelina Jolie adota aos pares ficaram hoje em casa a ver os 12 anos de escravo.

Óscar



Isto dos Óscares tinha mais piada quando a Angelina Jolie tinha mamas. 

Ana Leal

Após a tragédia do Meco todos se lembram da intensa investigação que a TVI fez com ajuda da sua jornalista Ana Leal que entre coisas, teve acesso às mensagens que foram trocadas entre os jovens estudantes. Mensagens estas carregadas de banalidade, coisas comum no dia-a-dia de um jovem. Coisas como: “Já cheguei”, “Podes descer”, “Dá-lhe bebida que isso passa”, “Tás vivo?” Coisas normais. Posto isto, acabei de receber uma mensagem de um amigo com o seguinte: “Então meu, estás vivo?”; Se me acontecer alguma coisa, por favor, não mostrem isto à Ana Leal. 

Reza para que eu não morra, puto. Senão a Ana Leal vai trucidar-te.

sábado, 1 de março de 2014

Se um dia eu morrer...

Se um dia eu morrer que não seja numa praia, e se for numa praia que não seja numa praxe. Se um dia eu morrer que seja como nasci, sozinho. Que não sejamos dois, três, muito menos seis. Se um dia eu morrer que não esteja vestido de preto, se tiver que ser ao menos que seja por estar nu, tal como vim ao mundo. Se um dia eu morrer que não seja na presença de nenhum Dux. Não gosto de pessoas que gritam comigo, muito menos quando estou prestes a falecer. Se um dia eu morrer que seja por causa de uma onda, sim. Uma onda de amor, uma onda de parvoíce, ou estupidez, uma onda de Sida, cancro, ou mesmo uma onda de cenas, também é válido. Mas nunca uma onda que pudesse ser surfada pelo Macnamara. Se um dia eu morrer que não seja no Meco, que seja na minha casa de campo que custou 2 milhões de euros aos meus pais. Se um dia eu morrer que a minha morte não seja dissecada na Comunicação Social só porque sim. Se um dia eu morrer que não se faça, investigações parvas, reconstituições, igualmente, parvas. Se um dia eu morrer que a minha mãe seja a primeira a saber. Se um dia eu morrer que o meu corpo não demore muito a ser encontrado, estar demasiado tempo dentro de água é capaz de fazer-me mal. Se um dia eu morrer que não se diga que me viram com pedras atadas nos pés, isso seria doentio e eu jamais faria tal coisa, mãe. Se um dia eu morrer que não se fale de mim nas redes sociais. Não quero, não gosto, e não o façam. Se um dia eu morrer que não se faça manchetes nos jornais todos os dias só porque sim, não aceito que se ganhe dinheiro à minha custa. Se um dia eu morrer que não se use a minha morte como argumento para o que quer que seja. Deixem-me em paz. Eu morri. A morte é minha, não sejam invejosos. Se um dia eu morrer não chorem , isso é sinistro e já foi feito. E toda gente sabe que para um comediante o “já foi feito” é das piores coisas que se pode ouvir. Não chorem, masturbem. Se um dia eu morrer paciência. Havemos de morrer todos.