quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Lurdes

A ninfomaníaca do Cacém!


No mundo existem dois grupos de pessoas, os que buscam prazer através do amor e os que o buscam através da dor, e os que buscam através de…nada! Simplesmente buscam. Pronto, talvez sejam três ou mais grupos. Isso agora não interessa. Situando no último grupo, estas pessoas querem sentir a todo custo mas de forma gratuita o que apenas se conquista com dor, luta e amor. Só assim se atingisse o prazer.

Lurdes, pequena concubina, à vista desarmada aparenta ter um número inferior de idade do que aquela que conta o bilhete de identidade que traz consigo. Lurdes tem a força do tempo, é de tal forma forte que quer ultrapassar a barreira que o próprio tempo lhe impõe. Lurdes queria tudo, queria sentir, saber, e ter, sem nunca fazer por merecer. Lurdes era doce, não da forma como devia. Não da forma como o tempo lhe ensinara a ser. Mas Lurdes era doce. Era o suficiente para com o xarope do seu açúcar conquistar quem quisesse. E assim, ter e sentir, sem nunca lutar.

A Lurdes tinha um corpo vigoroso, presenteado com seios firmes e macios, braços fortes, mas mãos fracas. Lurdes tinha ainda um olhar movediço. Demonstrava bem a sua fragilidade. Era frágil, mas na busca do prazer tornava-se numa lutadora. Lurdes sentia-se completa e feliz quando lábios e mãos contrárias percorriam o seu corpo. Saciar e explorar o corpo contrário era a sua rotina. Não havia nada melhor que o auge sexual.

Lurdes gemia, gritava, expulsava de dentro, com violência, o animal sexual que habitava ali algures. Era impressionante ver como alguém era capaz de se sentir realizada enquanto escrupulosamente se contorcia. Era tudo tão sádico para alguém tão novo e pequeno.

O mundo da Lurdes era o ideal para ela. E prático para quem buscasse o prazer que também buscava. Lurdes não interessava pelos hábitos normais de alguém da sua idade e do seu sexo. Com isso tudo, Lurdes desaprendeu a andar, vestir, sorrir e, pior, a amar. Não amava ninguém senão a própria. Tornou-se egoísta na busca incendiável do prazer. Lurdes não se vendia. Oferecia-se. Oferecia o que de melhor tinha, o corpo e a beleza. Lurdes não cobrava, deixava-se conquistar facilmente. Tornou-se amarga e doente.
Lurdes é a ninfomaníaca de Cacém, a quem só o prazer satisfaz! 

… Continua.

2 comentários: